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domingo, 28 de agosto de 2016

MONUMENTO À ABERTURA DOS PORTOS ÀS NAÇÕES AMIGAS, EM MANAUS


O Monumento à Abertura dos Portos às Nações Amigas, localizado na Praça São Sebastião, diante do Teatro Amazonas, na cidade de Manaus, estado do Amazonas, foi inaugurado em 1900 para comemorar a liberação dos portos do Rio Amazonas ao comércio exterior, em 1866. Obra do escultor italiano Domêncio de Angelis tem estilo neoclássico e foi erigido em mármore, granito e bronze.

Você em algum momento já se questionou sobre o Monumento à Abertura dos Portos? Por que desses objetos? Onde eles foram produzidos? Quem o construiu?, De onde ele veio? O que representam?, O que significa a estátua do cume?, O que significam os anjinhos?, porque 4 continentes e não 5?

Largo de São Sebastião - Foto Marcus Pessoa
O Monumento à Abertura dos Portos fica localizado no Largo de São Sebastião, bem no centro da praça de São Sebastião, de frente para o Teatro Amazonas, esse monumento é comemorativo à Abertura dos Portos e Rios da Amazônia à Navegação Estrangeira, ocorrida em 1866.


Esse monumento não é o original, ou melhor, é mas não é: explico. O primeiro, levantado para comemorar esse acontecimento, era somente um obelisco e foi erguido em 1867, registrando a data do acontecimento histórico. Veja na foto abaixo o primeiro monumento.


Foto: Primeiro monumento à abertura dos portos - autor desconhecido


Para melhor responder à essas perguntas e clarear um pouco os motivos deste monumento, vou me basear em um guia turístico chamado “Caminhando por Manaus”.


Em 1899, com a riqueza advinda da exploração da borracha, ergue-se outro monumento (o atualmente existente) mais imponente e de maior valor artístico, sob a supervisão e criação do artista italiano DOMENICO DE ANGELIS, que na época dedicava-se à decoração do salão nobre do Teatro Amazonas, então em construção.
Foto: Domenico de Angelis - Biblioteca Virtual do Amazonas

Todo o material foi importado da Europa, especialmente da Itália. O granito, por exemplo, foi trazido de Bavena e a frisa, ao meio do monumento, foi fabricado em mármore de Carrara. Os elementos em bronze, na forma de máscaras no estilo antigo, dispostas na frisa, foram fundidos em Gênova.

Foto: Detalhe do monumento - Erika Batista


A estátua, ao cimo do monumento, também em bronze, realizada nos famosos ateliês de Enrico Quatrini, em Roma, é uma alegoria ao comércio.

Abaixo vê-se uma estátua do deus Mercúrio sentado em uma engrenagem (símbolo da Indústria e Comércio), cercado por três meninas em bronze.

Foto: Deus Mercúrio - Click Chicão


Inaugurado em 1900, no ano da comemoração do quarto centenário do Brasil, o monumento simboliza os quatro “cantos do mundo” – África, Europa, Ásia e América, cada um representado pela proa de uma embarcação, com um menino sentado. No barco da África, sentado em uma cabeça que simboliza o Egito, com símbolos também egípcios, um menino segura duas presas de elefante.

Foto: Barco África, de José Hilton Pereira da Silva

O barco da Europa, que exibe uma águia à proa, mostra um menino segurando um globo terrestre.

Foto: Barco Europa, de José Hilton Pereira da Silva

O barco asiático mostra o “croissant”, símbolo dos muçulmanos, caracteres antigos gravados à proa e o menino às costas de um leão.

Foto: Barco Ásia, de José Hilton Pereira da Silva

No barco da América encontram-se agrupados elementos decorativos diversos, com o menino à proa e uma serpente enrodilhada na quilha do barco.

Foto: Barco América, de José Hilton Pereira da Silva

O monumento registra a data de XV de Novembro de 1899, em que se comemora a Proclamação da República do Brasil, ressaltando o nome de José Cardoso Ramalho Júnior, na época governador do Estado.

Foto: Placa Comemorativa, de José Hilton Pereira da Silva

Em 1995 a praça foi integralmente recuperada pela Empresa XEROX DO BRASIL. A maioria das ávores que cercam a praça são Oitis (“Licania tomentosa”) e Viuvinhas (“Petrea volubilis schauer”). O piso com desenhos sinuosos que posteriormente teriam inspirado as calçadas de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, simboliza o encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

 
Foto: Monumento a Abertura dos Portos, de Marcus Pessoa

 O monumento em comemoração a abertura dos portos às nações amigas, fica localizado no Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas e centenária Igreja de São Sebastião, a cerca de 150 metros de onde fica o Ajuricaba Hostel.

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Fonte: http://noamazonaseassim.com.br/historia-sobre-o-monumento-a-abertura-dos-portos-em-manaus/
              https://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_Abertura_dos_Portos

sábado, 2 de julho de 2016

TEATRO AMAZONAS - HISTÓRIA E CURIOSIDADES



O Teatro Amazonas é uma construção esplêndida, um monumento que nos remete à época gloriosa do ciclo da borracha. Veremos sucintamente nesta postagem, além da história do teatro, curiosidades e informações sobre a Estrutura física do Teatro.
A história do Teatro Amazonas inicia-se em 1881, quando o deputado A. J. Fernandes Júnior apresentou um projeto para a construção de um teatro na cidade de Manaus. A proposta foi aprovada pela Assembléia Provincial do Amazonas, e começaram as discussões a respeito da construção do prédio. Manaus, que vivia o auge do ciclo da borracha, era uma das mais prósperas cidades do mundo, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira, produto altamente valorizado pelas indústrias europeias e americanas. Com tanta riqueza, a cidade necessitava de um lugar onde pudessem se apresentar as companhias de espetáculos estrangeiras e a construção do teatro, assim, era uma exigência da época, assim como existia uma casa de ópera na cidade de Belém, o recém-inaugurado Theatro da Paz.
O projeto arquitetônico escolhido foi o de autoria do Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa, em 1883. No entanto, em meio às discussões a respeito do local para a edificação e os custos da obra, a pedra fundamental só foi lançada em 1884. As obras transcorreram de forma lenta e somente no governo de Eduardo Ribeiro, no apogeu do ciclo da borracha, a construção tomou impulso. Foram trazidos arquitetos, construtores, pintores e escultores da Europa para a realização da obra. A decoração interna ficou ao encargo de Crispim do Amaral, com exceção do Salão Nobre, a área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis. O teatro foi finalmente inaugurado no dia 31 de dezembro de 1896.

 
"Encontro das Águas", de Crispim do Amaral.A sala de espetáculos do teatro tem capacidade para 701 pessoas, distribuídas entre a plateia e os três andares de camarotes. No Salão Nobre, com características barrocas, destaca-se a pintura do teto, denominada "A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia", de 1899, de autoria de Domenico de Angelis. Destacam-se os ornamentos sobre as colunas do pavimento térreo, com máscaras em homenagem a dramaturgos e compositores clássicos famosos, tais como Ésquilo, Aristófanes, Moliére, Rossini, Mozart, Verdi e outros. Sobre o teto abobadado estão afixadas quatro telas pintadas em Paris pela Casa Carpezot - a mais tradicional da época -, em que são retratadas alegorias à música, à dança, à tragédia e uma homenagem ao grande compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes. Do centro, pende um lustre dourado com cristais, importado de Veneza, que desce até ao nível das cadeiras para a realização de sua manutenção e limpeza.
Destaca-se, ainda na sala de espetáculos, a pintura do pano de boca do palco, de autoria de Crispim do Amaral, que faz referência ao encontro das águas dos rios Negro e Solimões. O teatro possui diversos ambientes, concebidos com diferentes materiais, daí ser considerado um espaço sobremaneira eclético. É, sem dúvida, o mais importante prédio da cidade, não somente pelo seu inestimável valor arquitetônico, mas principalmente pela sua importância histórica, uma prova viva da prosperidade e riqueza vividos na fase áurea da borracha. O teatro é referência para espetáculos regionais, nacionais e internacionais. Já passaram pelo palco do Teatro Amazonas:White Stripes, Margot Fonteyn, Christoph Schlingensief e Roger Waters

Estrutura física

Cúpula

É composta de 36 mil peças de escamas em cerâmica esmaltada e telhas vitrificadas, vindas da Alsácia. Foi adquirida na Casa Koch Frères, em Paris. A pintura ornamental é da autoria de Lourenço Machado. O colorido original, em verde, azul e amarelo é uma analogia à exuberância da bandeira brasileira.

Salão Nobre

É utilizado apenas para visitação, com capacidade para 200 pessoas.
 
Vista interna do teatro.

Sala de Espetáculos

Tem capacidade para 701 pessoas. A distribuição de lugares é a seguinte:
  • Plateia: 266 poltronas;
  • Frisa: 100 cadeiras distribuídas em 20 frisas;
  • 1.º pavimento: 110 cadeiras distribuídas em 20 camarotes;
  • 2.º Pavimento: 125 cadeiras distribuídas em 25 camarotes;
  • 3.º Pavimento: 100 cadeiras distribuídas em 20 camarotes.

Camarim Cenográfico

Inaugurado em 2004, na abertura do VIII Festival Amazonas de Ópera, este espaço fica instalado na ala de camarins e foi reconstituído similar aos encontrados no passado, com as paredes forradas de tecido e vários objetos que usavam no final do século XIX, assim como os móveis que fazem parte desde a sua inauguração.

Palco

A boca de cena possui 10,50 metros de largura, 6,40 metros de altura e 11,97 metros de profundidade. O urdimento tem 14 metros de altura. A área útil total é de 123,29 metros quadrados.

Fosso da Orquestra

Altura: 2,30m;
Largura: 11,90m;
Comprimento: 7,20m.

Equipamentos:
29 varas cênicas, sendo:
  • 05 varas elétricas
  • 04 varas de luz laterais, sendo 02 de cada lado do “back stage”
Piso de madeira em quarteladas no palco central de 2,00m x 1,00m, não removível.

Iluminação
01 regulador de boca vertical com tomadas para iluminação cênica.

Proscênio ou fosso da orquestra. Possui elevador elétrico com possibilidade de pausa em três níveis: fosso, platéia e palco. Praticáveis, cadeiras e estantes para Orquestra e Coral.

Som. A ótima acústica do Teatro Amazonas dispensa o uso de amplificadores para espetáculos com instrumentos acústicos, corais, cantos líricos e outros.
  • Panaria
  • Cortinas pretas
  • Bambolinas
  • Ciclorama Branco
  • Cortina de filó
  • Pernas
01 cortina de proscênio em veludo vermelho. 02 panos de boca pintados (originais)

Instrumentos:
  • 02 pianos de cauda inteira, marca Steinway and Sons
  • 01 piano meia cauda, marca Steinway and Sons
  • 01 celesta
  • 01 cravo
  • 01 xilofone
  • 01 harpa profissional
  • 01 órgão eletrônico
  • 01 sino sinfônico
  • 01 gongo chinês
  • 01 bumbo gigante sinfônico
  • 02 contra-baixos acústicos
  • 04 tímpanos
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Amazonas