sábado, 2 de julho de 2016

TEATRO AMAZONAS - HISTÓRIA E CURIOSIDADES



O Teatro Amazonas é uma construção esplêndida, um monumento que nos remete à época gloriosa do ciclo da borracha. Veremos sucintamente nesta postagem, além da história do teatro, curiosidades e informações sobre a Estrutura física do Teatro.
A história do Teatro Amazonas inicia-se em 1881, quando o deputado A. J. Fernandes Júnior apresentou um projeto para a construção de um teatro na cidade de Manaus. A proposta foi aprovada pela Assembléia Provincial do Amazonas, e começaram as discussões a respeito da construção do prédio. Manaus, que vivia o auge do ciclo da borracha, era uma das mais prósperas cidades do mundo, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira, produto altamente valorizado pelas indústrias europeias e americanas. Com tanta riqueza, a cidade necessitava de um lugar onde pudessem se apresentar as companhias de espetáculos estrangeiras e a construção do teatro, assim, era uma exigência da época, assim como existia uma casa de ópera na cidade de Belém, o recém-inaugurado Theatro da Paz.
O projeto arquitetônico escolhido foi o de autoria do Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa, em 1883. No entanto, em meio às discussões a respeito do local para a edificação e os custos da obra, a pedra fundamental só foi lançada em 1884. As obras transcorreram de forma lenta e somente no governo de Eduardo Ribeiro, no apogeu do ciclo da borracha, a construção tomou impulso. Foram trazidos arquitetos, construtores, pintores e escultores da Europa para a realização da obra. A decoração interna ficou ao encargo de Crispim do Amaral, com exceção do Salão Nobre, a área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis. O teatro foi finalmente inaugurado no dia 31 de dezembro de 1896.

 
"Encontro das Águas", de Crispim do Amaral.A sala de espetáculos do teatro tem capacidade para 701 pessoas, distribuídas entre a plateia e os três andares de camarotes. No Salão Nobre, com características barrocas, destaca-se a pintura do teto, denominada "A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia", de 1899, de autoria de Domenico de Angelis. Destacam-se os ornamentos sobre as colunas do pavimento térreo, com máscaras em homenagem a dramaturgos e compositores clássicos famosos, tais como Ésquilo, Aristófanes, Moliére, Rossini, Mozart, Verdi e outros. Sobre o teto abobadado estão afixadas quatro telas pintadas em Paris pela Casa Carpezot - a mais tradicional da época -, em que são retratadas alegorias à música, à dança, à tragédia e uma homenagem ao grande compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes. Do centro, pende um lustre dourado com cristais, importado de Veneza, que desce até ao nível das cadeiras para a realização de sua manutenção e limpeza.
Destaca-se, ainda na sala de espetáculos, a pintura do pano de boca do palco, de autoria de Crispim do Amaral, que faz referência ao encontro das águas dos rios Negro e Solimões. O teatro possui diversos ambientes, concebidos com diferentes materiais, daí ser considerado um espaço sobremaneira eclético. É, sem dúvida, o mais importante prédio da cidade, não somente pelo seu inestimável valor arquitetônico, mas principalmente pela sua importância histórica, uma prova viva da prosperidade e riqueza vividos na fase áurea da borracha. O teatro é referência para espetáculos regionais, nacionais e internacionais. Já passaram pelo palco do Teatro Amazonas:White Stripes, Margot Fonteyn, Christoph Schlingensief e Roger Waters

Estrutura física

Cúpula

É composta de 36 mil peças de escamas em cerâmica esmaltada e telhas vitrificadas, vindas da Alsácia. Foi adquirida na Casa Koch Frères, em Paris. A pintura ornamental é da autoria de Lourenço Machado. O colorido original, em verde, azul e amarelo é uma analogia à exuberância da bandeira brasileira.

Salão Nobre

É utilizado apenas para visitação, com capacidade para 200 pessoas.
 
Vista interna do teatro.

Sala de Espetáculos

Tem capacidade para 701 pessoas. A distribuição de lugares é a seguinte:
  • Plateia: 266 poltronas;
  • Frisa: 100 cadeiras distribuídas em 20 frisas;
  • 1.º pavimento: 110 cadeiras distribuídas em 20 camarotes;
  • 2.º Pavimento: 125 cadeiras distribuídas em 25 camarotes;
  • 3.º Pavimento: 100 cadeiras distribuídas em 20 camarotes.

Camarim Cenográfico

Inaugurado em 2004, na abertura do VIII Festival Amazonas de Ópera, este espaço fica instalado na ala de camarins e foi reconstituído similar aos encontrados no passado, com as paredes forradas de tecido e vários objetos que usavam no final do século XIX, assim como os móveis que fazem parte desde a sua inauguração.

Palco

A boca de cena possui 10,50 metros de largura, 6,40 metros de altura e 11,97 metros de profundidade. O urdimento tem 14 metros de altura. A área útil total é de 123,29 metros quadrados.

Fosso da Orquestra

Altura: 2,30m;
Largura: 11,90m;
Comprimento: 7,20m.

Equipamentos:
29 varas cênicas, sendo:
  • 05 varas elétricas
  • 04 varas de luz laterais, sendo 02 de cada lado do “back stage”
Piso de madeira em quarteladas no palco central de 2,00m x 1,00m, não removível.

Iluminação
01 regulador de boca vertical com tomadas para iluminação cênica.

Proscênio ou fosso da orquestra. Possui elevador elétrico com possibilidade de pausa em três níveis: fosso, platéia e palco. Praticáveis, cadeiras e estantes para Orquestra e Coral.

Som. A ótima acústica do Teatro Amazonas dispensa o uso de amplificadores para espetáculos com instrumentos acústicos, corais, cantos líricos e outros.
  • Panaria
  • Cortinas pretas
  • Bambolinas
  • Ciclorama Branco
  • Cortina de filó
  • Pernas
01 cortina de proscênio em veludo vermelho. 02 panos de boca pintados (originais)

Instrumentos:
  • 02 pianos de cauda inteira, marca Steinway and Sons
  • 01 piano meia cauda, marca Steinway and Sons
  • 01 celesta
  • 01 cravo
  • 01 xilofone
  • 01 harpa profissional
  • 01 órgão eletrônico
  • 01 sino sinfônico
  • 01 gongo chinês
  • 01 bumbo gigante sinfônico
  • 02 contra-baixos acústicos
  • 04 tímpanos
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Amazonas

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